Translate

A BATALHA DIVINA

A Batalha Divina

Disclaimers:

Essa é a minha primeira fanfiction cuja classe está definida como “Fanfic Post FIN” (acontecimentos seguidos pós o episódio “A Friend In Need Part II”).

Os acontecimentos a seguir contêm temas adultos expondo relações sexuais explícitas entre duas mulheres adultas. Se você for menor de 18 anos de idade, onde você mora é proibido ler esse tipo de literatura ou até mesmo se você for homofóbico, por favor, não continue a leitura.
Eu como escritor não me responsabilizo pelo descumprimento de tal alerta.

A fanfic contém teor religioso e em termos complexos por conta do mesmo, mas atenção; a ideologia de anjos terem uma “casca” humana é de origem da série “Supernatural/Sobrenatural”, contudo o uso da ideologia aqui não é uma cópia.

Ressalto ainda que as personagens “Xena” e “Gabrielle” são marcas registradas da  Pacific Renaissance Pictures LTDA Universal Studios MCA International (MCA/Universal); as mesmas são usadas aqui apenas por diversão sem intenção alguma de obter lucro ou até mesmo de infringir as leis de copyright.

Este material não poderá ser usado em nenhum domínio sem autorização prévia do escritor/autor, pois o conto em si é de domínio intelectual do autor da fanfic.

Espero que apreciem a fanfic e desejo a todos uma boa leitura.

Se desejarem podem me enviar mensagens contando o que acharam da fanfic, críticas, idéias ou até mesmo para conversar sobre a série XWP para os endereços eletrônicos:

Ou

Título: A Batalha Divina
Gênero: Romance, Ação, Aventura
Classificação: Proibido para menores de 18 anos (+18) 
Escrito por: Carlos Brito

(© Março/2016)





Capítulo I: O Renascimento Da Guerreira:

Gabrielle havia saído do Monte Fuji e fora até o Egito, pois precisavam de sua ajuda, porém, a mesma não permaneceu lá por mais que duas semanas, pois essa não fora uma grande e terrível batalha, portanto a poetisa guerreira completou a sua missão no Egito e tornou viagem para Potédia; sua cidade natal para rever a sua irmã Lila e assim; obter um pouco de consolo nos braços da amada irmã.
Gabrielle ainda recebia visitas do espírito de Xena e isso de certa forma a deixava ainda mais triste, pois ela estava ali, mas não podia tocá-la, não podia abraçá-la e nem beijá-la. Vendo por este lado, Gabrielle pede ao espírito de Xena que não a visitasse mais, pois ela não estava mais suportando tal vida.
Xena então apenas obedeceu ao pedido de sua amada rainha amazona.
A tristeza que a poetisa guerreira sentia era tamanha que a mesma não sentia mais prazer na vida. O mundo havia perdido todo o sentido. Tudo que ela mais prezava era o amor á vida e ali estava ela, sem conseguir sentir alegria na vida, vagando como uma morta-viva.
O palor de sua pele era nítido, os olhos seus já estavam rubros de tanto chorar de saudades de sua princesa guerreira. O sabor da perda era amargo e Gabrielle não estava mais suportando tal fardo em viver sem Xena.

Chegando a Potédia, Gabrielle fora direto para a casa da sua irmã Lila que logo foi recebida pela mesma dizendo:
- Gabrielle, minha irmã que surpresa.
- Olá Lila, como eu senti sua falta.
Lila percebeu o estado em que Gabrielle se apresentava e logo perguntou:
- Gabrielle, o que aconteceu? Onde está a Xena?
Como um turbilhão, toda a tristeza voltou aos olhos da poetisa e a mesma resvalou em prantos como uma criança.
- A Xena morreu Lila, ela morreu...!
- Oh minha irmã.
Observando toda a dor da irmã, Lila abraçou Gabrielle fortemente e a confortou em seus braços deixando que Gabrielle resvalasse suas lágrimas.
Já dentro de casa sentadas em cadeiras de madeira ao redor de uma pequena mesa que se encontrava na cozinha Gabrielle perguntou:
- O que será da minha vida agora Lila? Eu não sei viver sem a Xena, eu não consigo, pois ela foi, é e será pra sempre a minha vida...!
- Gabrielle, você não pode deixar que a tristeza te domine, será mesmo que a Xena gostaria de te ver assim? Nesse estado...?
- Eu sei que não, mas a dor é muito forte Lila.
Enquanto falava; fios de lágrimas resvalavam sobre sua bela face que agora estava pálida com feições melancólicas.
- Gabrielle, porque não toma um banho para comermos algo? Você está muito magra e precisa descansar também.
- Acho que você está certa, farei isso.
Enquanto Gabrielle tomava seu banho quente, Lila preparava pão de nozes e um belo assado de carne de javali. 
Quando Gabrielle retornou à cozinha, a mesa já estava posta, mas com pesar e tristeza na voz a mesma diz:
- Lila, eu não estou com fome, não sinto vontade e nem apetite algum.
- Pelos deuses Gabrielle então a coisa é séria mesmo...
- Porque diz isso Lila?
- Ué, pra você não estar com fome e nem ter apetite algum, então você não está nada bem mesmo.
As duas sorriem e Lila continua:
- Gabrielle lembre-se do que eu te falei; a Xena não gostaria de te ver assim, por favor, minha irmã você precisa se alimentar. Por Xena, vamos.
- Tudo bem, eu vou tentar comer um pouco...!

Passado os dias com Lila, a poetisa guerreira continuava triste, pois ela não conseguia se conformar com a perda.
Passava as horas do dia lustrando o chakram de sua princesa guerreira e escrevendo em seus preciosos pergaminhos poemas que agora eram cheios de tristeza e dor.
Em um de seus pergaminhos ela escreveu:

Porque viver...
Se a dor agora lacera a minh’ alma melancólica?
Porque não morrer...
Se não ouço mais a tua voz melódica?

Porque se alegrar...
Quando não existe alegria?
Porque não se lamuriar...
Quando só existe a melancolia?”

Gabrielle vivia com esperança de um dia, de alguma maneira, a sua amada princesa guerreira voltasse, ressurgisse e assim; ela pudesse arfar em seus braços novamente.
A mesma já não se importava mais com as batalhas, com a sua vida ou com a vida em si.
Já havia perdido toda a sua concentração tanto nas batalhas quanto na sua vida.
Lila já não sabia mais o que fazer ou como consolar Gabrielle, apenas rezava para que a dor de sua irmã se dissipasse de alguma forma.

Sentada em uma pedra contemplando um lago perto de sua casa, Gabrielle se perde em pensamentos alegres, pensamentos pelos quais vivera ao lado de Xena, nas brincadeiras em águas tranqüilas e calmas, nos momentos alegres e até mesmo nas discussões quando subitamente a deusa Afrodite surge ao seu lado se materializando e diz:
- Gaby, eu não estou suportando te ver assim, estou realmente triste por você.
- Não fique triste por mim Afrodite, eu ficarei bem.
- Eu estou aqui se precisar, sabe disso não é?
- Xena não merecia isso, pelos deuses ela já havia pagado pelo seu passado, eu não me conformo Afrodite.
- Se eu pudesse fazer algo para evitar isso, eu faria, mas não pude.
Gabrielle então abraça Afrodite e lhe agradece pela tentativa de consolo.
Em meio ao caminho de volta, Gabrielle se depara com um pequeno grupo de dez guerreiros cheios de ódio em seus corações famintos por sangue prestes a saquear a sua vila.
Gabrielle chega ao exato momento em que um dos guerreiros iria cravar a sua espada na sua irmã Lila, rapidamente a poetisa guerreira toma posse do chakram e o lança atingindo com precisão a lâmina da espada do guerreiro partindo-a no meio, espantado o guerreiro diz:
- Peguem a loura e matem todos.
Começa então uma batalha. Três guerreiros atacam Gabrielle e a mesma se defende com seus sais e os contra-ataca com os mesmos derrubando-os no chão.
Gabrielle toma posse mais uma vez de seu chakram e o lança contra cinco soldados desarmando-os.
Um guerreiro gira a sua espada em oito e desfere um golpe na poetisa guerreira e a mesma se defende com um de seus sais o contra golpeando com um chute lateral em seu estômago deixando-o inconsciente.
O último guerreiro que por sua vez, aparentava ser o líder exclamou:
- Acha mesmo que será tão fácil mocinha?
- Enfrentar você? Fácil demais.
Em alto e bom som o opressor diz:
- Agora soldados.
Outro grupo de mais quinze soldados chega à vila se juntando com os outros guerreiros. Temendo pelos habitantes da vila, Gabrielle não consegue raciocinar direito, pois eram muitos guerreiros agora e ela se encontrava sozinha para enfrentar todos de uma só vez.
Era dia, o sol ia alto no céu com poucas nuvens fazendo um dia cálido e ainda assim; trovões começaram a surgir no céu, uma leve brisa eólica passou entre todos no local seguindo de um forte vento que não durou muito e subitamente diante de todos os que ali estavam presentes no local, todos os guerreiros sumiram, como se tivessem sido materializados, não restou nenhum vestígio daqueles opressores.
Gabrielle corre até Lila e pergunta:
- Lila, você está bem? Eles te machucaram?
- Não, eu estou bem, obrigada, se você não estivesse aqui agora Gabrielle...!
- Tudo bem.
- Mas a questão agora é... O que houve aqui? Todos sumiram do nada.
- Eu também quero saber Lila, eu estou tão espantada quanto você.
- Será que foi obra de algum deus? Mas como? A Xena destruiu todos os deuses.
- Nem todos Lila, Xena devolveu a divindade de Ares e Afrodite com as maças douradas de Odin.
- Então você acha que algum deles tem haver com isso?
- Provavelmente, eu só não entendo por que...!

Depois do misterioso fato acontecido, todos retornaram para suas casas e Gabrielle decide procurar Ares para saber exatamente o que aconteceu.
A poetisa caminha até uma pequena floresta e chama pelo deus da guerra:
- Ares, por favor, eu preciso falar com você.
Nada acontece; nenhum sinal de Ares, então por mais uma vez Gabrielle o chama:
- Ares, por favor, eu sei que você está me escutando.
O deus da guerra se materializa atrás dela e pergunta:
- Tá bom, o que foi agora?
- Ares, porque você mandou seus homens atacarem Potédia?
- Garotinha, me corrija se eu estiver errado, mas... Porque eu faria isso? O que eu ganharia com isso?
- Então não foi você? Se for assim, então quem foi...? E o que é pior, como aqueles guerreiros sumiram daquela forma...?!
- Eu também não faço a mínima idéia, mas há dias eu e Afrodite; estamos sentindo uma força, um poder misterioso, mas não sabemos de onde vem e o que quer, mas enfim... Se for só isso que queria então eu vou embora.
Ares se desmaterializa diante de seus olhos deixando Gabrielle perplexa com o que acabara de escutar do próprio deus da guerra.

Voltando para casa, Gabrielle se vê forçada a permanecer em Potédia por mais um tempo, temendo outra investida dos guerreiros que queriam saquear a sua vila.
Quando a noite se apresentou, Gabrielle e Lila foram dormir em seus respectivos quartos, por muito custo à poetisa conseguiu adormecer e sonhou com Xena, sonhou com a primeira vez que elas se amaram, entregaram seus corpos uma para a outra de uma vez por todas.
Em seu sonho, Gabrielle estava naquele mesmo campo santo cheio de numerosos arvoredos de numerosas folhas floridas, e nas plantazinhas nasciam então às belas madressilvas cujo aroma era tão doce que até podia-se deitar-se nas gramas ou em leitos de folhas secas no chão e dormir tranquilamente naquele campo celeste, era belo aquele lugar sagrado que até podia-se escutar o bramir de Deus!
E na primavera d’ alvorada remanescente, era ainda mais belo aquele campo encantado, pois os pássaros cantavam os seus belos cânticos sagrados nas horas do silêncio das manhãs vindouras, e as madressilvas desabrochavam de uma forma límpida.
Havia uma pequena trilha naquele campo que dava de encontro com um córrego de água pura e cristalina, aquelas águas eram como cor de safira que até servia de espelho.
Deixando a trilha de lado e beirando por entre aquele córrego, dava-se de encontro com uma linda cachoeira que parecia até o lamento das almas carmesim de tão linda que era. Haviam também grandes rochedos envoltos daquela cachoeira, e nas extremidades havia também grandes arvoredos onde brotavam belas madressilvas por debaixo.
Aquele lugar era realmente um paraíso celestial na terra!

Em seu sonho Gabrielle se vê deitada em sua cama de peles com Xena deitada por cima dela beijando-a ternamente os lábios úmidos enquanto acariciava gentilmente os seus cabelos que naquela época eram longos.
Gentilmente, Xena resvala sua mão esquerda até o pescoço de Gabrielle passando por seu tórax sempre acariciando docemente o corpo de sua amada. Suas mãos resvalam ainda mais e chegam até o top de Gabrielle; lentamente e apenas com a mão esquerda, Xena desfaz as amarras da blusa de sua rainha amazona deixando seus seios à mostra.
Xena passa a massageá-los de uma forma tão doce e pura que Gabrielle chega a pensar que um anjo estaria lhe tocando. A princesa guerreira continua beijando os lábios de Gabrielle até que começa a levar os beijos até as formas esculturais do corpo de sua amada. Xena beija-lhe o lóbulo de sua orelha e desce até o pescoço dando-lhe uma mordida.

Neste momento Gabrielle esboça um gemido deixando Xena com mais desejo. Aqueles beijos cálidos continuam descendo até que chegam nos seios de Gabrielle.
Xena beija os seios de sua amada gentilmente aproveitando cada centímetro e enquanto isso, a rainha amazona continua gemendo docemente acariciando os longos cabelos negros de Xena que logo – a mesma começa a passar a língua em movimentos circulares sobre os mamilos de Gabrielle que logo solta um forte gemido que ecoa naquele campo santo.
Quando subitamente seu sonho é interrompido por batidas na porta de seu quarto. Era Lila dizendo:
- Gaby, você está bem? Escutei você gemer, se machucou?
Totalmente corada e muito suada pelo calor da saciedade que seu sonho havia lhe proporcionado Gabrielle responde timidamente e sem ação:
- Ham... Eu estou bem sim Lila, é que... Eu cai...!
- Entendo, tome cuidado, estou aqui se precisar.
- Obrigado Lila, muito obrigado...!
Ainda corada Gabrielle pensa: “pelos deuses que sonho e Lila tinha que me acordar agora”.

O dia amanhece e quando Gabrielle levanta Lila já está na cozinha preparando o café da manhã.
Ainda dormindo de tão sonolenta pela turbulenta noite em que passara Gabrielle saúda Lila:
- Bom dia Lila.
- Bom dia Gabrielle, dormiu bem?
Lembrando do episódio constrangedor que havia passado na noite anterior Gabrielle abaixa os olhos e responde timidamente:
- Acho que sim, não dormi muito, não consigo dormir tanto depois que a Xena me deixou.
- Eu entendo Gaby.
Antes que a tristeza sucumbisse as duas Lila pergunta:
- Então, vamos tomar café?
- Estou sem fome Lila, eu vou no lago respirar um pouco, cheirar as flores e depois como alguma coisa, mas obrigada.
- Tome cuidado Gabrielle, tenho medo de aqueles guerreiros voltarem.
- Eu tomarei cuidado sim, mas não deixarei que nada lhe aconteça.
As duas se abraçam e Gabrielle vai até o lago, lá a mesma toma um banho e permanece ali sentada em uma pedra cheirando as flores, contemplando aquele lugar enquanto escreve em seus pergaminhos; perdida em seus tristes pensamentos.

Depois de algumas horas de reflexão Gaby decide voltar para casa, quando a mesma chega em seu quarto, decide tomar posse do jarro com as cinzas de Xena, quando ela abre o jarro se espanta com o que vê; as cinzas haviam desaparecido, mas o jarro estava no mesmo lugar onde a mesma o deixou, ninguém havia tocado.
Em desespero a poetisa guerreira fica desnorteada sem saber o que fazer e pergunta a Lila:
- Lila me responda, você mexeu neste jarro?
- Não Gabrielle, eu juro, por que razão eu faria isso? Eu sei que você guarda as cinzas da Xena aí, o que aconteceu?
- As cinzas sumiram e não há sinal de invasão senão eu teria notado.
- O que está acontecendo minha irmã?
- Eu não sei, mas irei descobrir.

Enquanto isso em Anfípolis:

Em uma taverna abandonada, deitada sobre uma velha cama de madeira forrada com peles uma mulher alta com longos cabelos negros vestida em couro e armadura com botas de couro calçadas em seus pés e do lado da cama cravada no chão velho uma espada.
Essa mulher era Xena que acorda na antiga taverna de sua mãe Cyrene.
Com feições perplexas em sua face, Xena se olha por longos minutos sem entender o que havia acontecido. Em um momento ela estava na escuridão, uma espécie de mundo paralelo entre o Tártaro e os Campos Elíseos, pois só assim; na escuridão dos mortos, ela conseguia visitar Gabrielle e no outro momento como num passe de mágica, ela se vê completamente viva na antiga casa de sua mãe.
Sem compreender, Xena se pergunta: “o que aconteceu, será que é apenas um sonho ou eu ressuscitei? Se sim, então como? Hora de descobrir”.
Xena toma posse de sua espada, a ergue, gira a mesma em quatro no ar e a guarda em sua bainha. Quando a princesa guerreira sai da casa, observa uma devastação em sua vila, tudo queimado, algumas casas ainda em chamas, mas eis que surge de trás de arbustos um cavalo amarelo com crina branca, ele era Argo II, o filho de Argo. Xena então diz:
- Olha ele.
Sorrindo gentilmente Xena acaricia o focinho de Argo e pergunta:
- Pronto para mais uma aventura?
Argo relincha e Xena monta no cavalo e cavalga até Potédia a procura de Gabrielle.

No caminho até Potédia a princesa guerreira se depara com três guerreiros que estavam assaltando um casal de camponeses que viajavam para outra cidade. A mesma salta do cavalo, corre até o grupo e trava uma batalha com os opressores.
Xena dá um salto mortal acompanhado de seu grito de guerra e desfere um chute lateral no peito de um dos guerreiros que se choca com um arvoredo atrás de si caindo então desacordado.
Os outros dois guerreiros correm até Xena girando suas espadas e a mesma apenas pula e dá um chute duplo acertando com precisão o peito dos guerreiros seguido de um salto mortal para trás.
Um dos guerreiros pergunta:
- Quem é você, como nos derrotou sozinha?
- Meu nome é Xena.
- A princesa guerreira?
Em tom de escárnio e sarcasmo Xena responde:
- Me conhece... Que gracinha!
- Impossível! Xena morreu no Japão. Todos estão sabendo deste boato.
Xena arqueja uma sobrancelha e responde:
- Acho que esses boatos são falsos, saiam daqui logo.
Temerosos e amedrontados, os guerreiros fogem e Xena diz para si mesma:
- Assaltantes, odeio isso.
Após esse empecilho, a princesa guerreira volta a sua cavalgada a caminho de Potédia.

Em meio a sua jornada, Xena percebe que todos os locais estão devastados, algumas vilas já em ruínas, outras queimando, as pessoas temendo algo ou alguém.
Xena então pergunta a uma camponesa na estrada:
- Quem ou que fez isso?
- Ele está matando todos, mulheres, crianças, idosos... Todos, não há como escapar.
- Me diga quem. Quem é esse monstro que não respeita mulheres e crianças?
- Ele monta um cavalo branco como a neve, ele veste uma armadura, em seu rosto, ele usa uma máscara onde em sua cabeça, ele usa uma coroa dourada e em sua mão direita, ele carrega um arco branco com detalhes dourados por envolto.
- E qual o nome desse guerreiro?
- Ele se define como “Peste” e seu único desejo é conquistar.
- Obrigado.

Chega à noite, Xena se vê forçada a armar acampamento em uma floresta para descansar. Em sua mente, passa e repassa a idéia de como e quem a ressuscitou e quem é Peste; esse cruel guerreiro que mata mulheres e crianças?
Desfazendo-se de sua armadura, ficando apenas com seu vestido que a mesma usa por debaixo e suas botas, Xena forra o chão com peles e se deita.
Uma brisa eólica muito fria toma conta do local onde a princesa guerreira está e raios surgem no céu e eis que uma voz muito suave surge em seus ouvidos dizendo:
- Empunha-te a tua espada e prepara-te.

Rapidamente, Xena ergue a sua espada e se concentra tentando escutar o som através do som e eis que surge um guerreiro montado em um grande cavalo branco. Xena reconhece o guerreiro pelas características que a camponesa lhe deu. O guerreiro ergue o seu arco e atira uma flecha contra a princesa guerreira e a mesma apanha a flecha no ar na altura de seu ombro direito. O guerreiro salta de seu cavalo e com uma voz muito calma ele diz:
- Você deve voltar para o mundo dos mortos Xena e eu cuidarei disso.
- Seja lá quem foi que me trouxe de volta, é por um motivo muito importante então eu não vou me dar por vencida.
Os dois entram em combate. Xena desfere golpes no guerreiro e o mesmo os defende e contra ataca com fúria fazendo a princesa guerreira se desvencilhar de sua espada. Xena consegue dar uma investida no guerreiro com seu braço esquerdo e com o seu braço direito, ela lhe aplica um soco lateral seguido de uma joelhada em seu estômago. Com ódio das habilidades de Xena, o guerreiro lhe desfere um forte chute na lateral de seu joelho fazendo-a desequilibrar abrindo a guarda. Observando isso, o guerreiro lhe desfere um soco em sua face seguido de outro chute em seu estômago fazendo Xena voar e se chocar com um arvoredo atrás de si.
O guerreiro ergue mais uma vez o seu arco, e quando o mesmo iria atirar a flecha, eis que uma forte luz surge no local fazendo ofuscar a visão de Xena e do próprio guerreiro.
Com a visão já turva, Xena consegue ver apenas uma espada em chamas erguida por uma silhueta de pura luz aplicando um golpe certeiro no guerreiro partindo-o em dois.
Não suportando mais, Xena perde a consciência.

O dia amanhece e Xena acorda e cada vez mais, ela não compreende o que está acontecendo.
Já bem perto de Potédia, Xena decide seguir com a sua cavalgada.
Depois de muito correr montada em Argo II, Xena avista os portões de Potédia. Passando pelos portões, Xena avista Gabrielle. Estava ela tristemente a colher flores enquanto lágrimas resvalavam de sua face sem que ela pudesse controlá-las.
Subitamente, algo estranho acontece no corpo da poetisa guerreira. Um fogo a consome por inteira, as suas mãos tremem e soam; seu corpo inteiro treme, um frio intenso surge em sua espinha até o dorso e passa para o seu estômago e então a mesma levanta sua face lentamente desacreditando com o que vê.
Gabrielle avista Xena montada em Argo. Gabrielle ergue completamente o seu corpo e deixa as flores resvalarem de suas mãos e as leva até a sua face dizendo:
- Será um sonho isso tudo ou é o espírito dela? Mas ela nunca me apareceu montada em Argo, pelos deuses.
Xena salta de Argo e caminha até Gabrielle a mesma então repete a ação de Xena e corre em direção a sua amada.
As duas então se abraçam fortemente com a intenção de nunca mais se soltarem ou de unir seus corpos para se tornarem um só corpo, uma só alma.
Gabrielle chora como uma criança nos ombros de Xena sentindo o aroma dos cabelos macios de sua guerreira.
Em um misto de extrema alegria, Gabrielle desabafa nos ombros de Xena:
- Porque você me deixou Xena, por quê? Eu não sei viver sem você, pois você é a minha vida.
- Hei shi... Calma! Eu não te deixei, eu nunca deixei de te amar Gaby, eu precisa permanecer morta, todas aquelas almas precisavam ser vingadas e você sabe disso.
- Xena me prometa que nunca mais fará isso, me prometa!
- Eu prometo meu amor, eu prometo.
- Eu te amo Xena, eu te amo tanto.
- Eu também te amo Gabrielle, eu te amo muito mais que a mim mesma.
Xena e Gabrielle deixam seus lábios se encontrarem e se beijam ternamente, um beijo doce e apaixonado. Suas línguas se encontram e se acariciam. Xena passa a explorar cada centímetro da boca de Gabrielle e a rainha amazona faz o mesmo com Xena.

Depois disso, Gabrielle convida Xena para sua casa que logo aceita. Chegando lá Lila se assusta com Xena, mas é reconfortada por sua irmã.
Gabrielle então pergunta:
- Xena, o que aconteceu? Você foi decapitada, eu cremei seu corpo, como você voltou à vida?
- Gabrielle aí é que está... Eu não sei o que houve, eu me lembro de tudo, mas não sei quem o que me trouxe de volta e por que. Quando eu acordei, eu estava deitada na minha antiga cama na casa da minha mãe usando a minha roupa com a armadura e a minha espada estava cravada no chão ao lado da minha cama.
- Enquanto a Argo?
- Digamos que ele me encontrou.

A noite cai e então Lila serve uma sopa de rabanetes com pão de nozes. Xena devora o que é lhe servido em poucos minutos para espanto de Gabrielle que por sua vez exclama:
- Você estava mesmo com fome.
- Acho que sim, obrigada Lila.
As três sorriem e Gabrielle volta com o assunto perguntando:

- Xena, estão acontecendo coisas estranhas aqui.
- Como assim?
- Uma força, um poder misterioso tem me ajudado de certa forma nas batalhas.
- Aconteceu com você também?
- Pelo visto aconteceu com você. Primeiro eu pensei que fosse coisa de Ares, mas não. Eu conversei com ele e adivinha só; ele me disse que não só ele, mas Afrodite também está sentindo essa força há dias.
- Provavelmente é o mesmo poder que me trouxe de volta.
- Porque acha isso?
- Porque um guerreiro muito forte e muito poderoso me atacou quando eu estava a caminho daqui. Era noite, eu havia armado acampamento e de repente eu senti essa mesma força me alertar do perigo quando esse guerreiro chamado Peste me atacou. Gabrielle eu quase morri pelas mãos dele. Ele me atacou fortemente e eu cai; mas do nada uma luz muito forte surgiu diante dos meus olhos e seja lá quem foi, desferiu apenas um golpe no guerreiro e o matou depois disso eu não me lembro de nada, pois eu desmaiei.
- Pelos deuses Xena, o que está havendo?
- Ainda não sei, mas vou descobrir.
- Como pretende fazer isso?
- Vou tentar chamá-lo.
- Mas e se ele não estiver do nosso lado?
- Bom, se ele quisesse nos matar, já teria matado.
Lila então se refere à Xena dizendo:
- Xena, eu acho que você está cansada, pode ir dormir no quarto maior.
- Eu não quero incomodar Lila, não se preocupe comigo.
- Não é incomodo algum Xena, eu irei dormir boa noite para vocês.
Xena e Gabrielle respondem Lila e caminham até o quarto aproveitando que Lila já havia ido dormir.
A princesa e a poetisa guerreira entram no quarto e Xena fecha a porta atrás de si enquanto Gabrielle acende duas lamparinas deixando o quarto com uma pequena penumbra.
As duas começam a se beijar calidamente com Gabrielle apoiando suas mãos nos ombros de Xena e a princesa guerreira segurando a cintura de Gabrielle até que Xena começa a massagear as costas de sua amada enquanto a beija os lábios. Suas carícias resvalam até as nádegas de Gabrielle que geme de prazer dizendo:
- Estava com tantas saudades de suas carícias.
- Assim você me magoa Gaby, só das minhas carícias?
As duas sorriem e Gabrielle completa:
- Não só das carícias...!
Xena arqueja uma sobrancelha e volta a beijar Gabrielle fazendo a mesma caminhar até a cama. Gabrielle se deita na cama e Xena se deita por cima de Gabrielle eternizando as carícias ardentes no corpo escultural de sua amada. Xena passa a beijar o pescoço de Gabrielle e logo após, ela passa a lambê-lo e mordê-lo onde Gabrielle não se controla e começa a soltar pequenos gemidos fazendo o desejo de Xena aumentar.
Sem parar de beijar, lamber e morder o pescoço e a orelha de Gabrielle, Xena retira a sua armadura ficando só com as botas e com um vestido.
Xena retira lentamente a blusa de Gabrielle deixando os seus belos seios volumosos à mostra que começa a beijá-los carinhosamente alternando entre cada um.
Enquanto beijava um seio, Xena massageava o outro seio de sua amada com uma de suas mãos.
Gabrielle já se encontrava louca de desejo e já esboçava gemidos mais calorosos até que Xena passou a descer seus beijos até a barriga de Gabrielle alternando entre beijos e mordidas bem leves falando palavras e juras de amor para a sua rainha amazona.
Em certo momento Gabrielle pede a Xena:
- Me beija Xena...!
- Com o maior prazer meu amor.
Xena volta até a face de Gaby e a beija ternamente onde a mesma corresponde ao beijo. A poetisa então aproveita e massageia os ombros de sua amada guerreira e resvala as alças de seu vestido deixando seus belos seios à mostra. Num ímpeto impulso, Gabrielle empurra Xena e a mesma se deita na cama e Gabrielle passa a beijar os seios de Xena calidamente onde logo depois, os beijos se tornam lambidas gentis e calmas. A mesma passa a lamber os mamilos de sua princesa guerreira que agora geme carinhosamente de prazer.
Gabrielle termina de retirar o vestido de Xena seguido de suas botas. Após isso Xena retira a saia de Gabrielle ficando as duas apenas com suas peças íntimas.
Xena volta a beijar Gabrielle calidamente e a deita calmamente na cama. A mesma passa a beijar cada centímetro do corpo de sua poetisa sempre se declarando para a mesma. Cada beijo era um “eu te amo Gaby”. Até que Xena volta a lamber e morder a barriga de Gabrielle que neste momento, já estava morrendo de desejo e excitação.
Xena retira a calcinha de Gabrielle com a sua boca e termina de retirar com as mãos e continua a beijar agora o seu ventre descendo e passando por entre a sua virilha passando direto para as suas coxas firmes e bem torneadas de sua poetisa fazendo Gabrielle delirar de prazer. A princesa guerreira passa a beijar os pés de Gabrielle e diz:
- Gaby, cada centímetro do seu corpo é como cada parte dos Campos Elíseos. Você é um anjo que surgiu em minha vida. Eu te amo muito e para sempre irei te amar.
- Oh Xena, eu também te amo minha princesa guerreira.
Xena volta a beijar e lamber as pernas subindo até as coxas e logo em seguida, a virilha de Gabrielle apoiando os seus braços por debaixo das coxas dela onde a mesma diz:
- Xena, eu não estou aguentando mais... Pelos deuses, você sabe como me deixar maluca.
A princesa guerreira passa levemente a língua no sexo de sua poetisa guerreira e sente como já está molhada de excitação. A mesma então começa a lamber os lábios grandes do sexo de sua amada alternando com os pequenos lábios. Logo depois Xena finalmente começa a lamber e mordiscar o clitóris de Gabrielle arrancando-lhe fortes gemidos.
Xena fazia movimentos circulares com a língua no clitóris de Gabrielle e com as mãos, Xena massageava o ventre e as coxas de Gabrielle quando de repente a poetisa diz:
- Xena, está vindo, não para, continua, por favor...!
Com exímia maestria, a princesa guerreira começa a lamber o clitóris de Gabrielle com ainda mais volúpia arrancando gemidos ainda mais cálidos de sua rainha amazona até que a mesma chega ao seu clímax total fazendo Xena sorver cada gota de todo o seu líquido.
Xena se deita na cama e Gabrielle diz ainda gemendo:
- Eu te amo Xena, isso foi tão bom.
- Eu também te amo Gaby, para sempre vou te amar.
As duas se beijam carinhosamente e Gabrielle se deita ao lado de Xena descansando a sua cabeça no ombro esquerdo de sua amada. Xena então passa o seu braço esquerdo por baixo das costas de Gabrielle e a abraça e a mesma entrelaça a sua perna esquerda entre as pernas de Xena.

O dia amanhece e Xena acorda com os lábios úmidos de Gabrielle percorrendo entre beijos carinhosos em sua face e cada beijo dado era um “eu te amo” onde a mesma diz:
- É tão bom acordar assim Gaby.
- Eu senti tanto a sua falta Xena.
- Eu também senti a sua, mas agora eu estou aqui e nada nem ninguém irá nos separar.
Xena franze uma sobrancelha e continua:
- Mas agora temos um trabalho a ser feito.
- Fala do guerreiro misterioso que nos ajudou?
- Sim, sabe que precisamos viajar não é?
- Estou ansiosa para continuar a viajar com você Xena. Você é a minha vida e irei te seguir para qualquer lugar do mundo.
- Eu te amo Gabrielle.
- Eu também te amo Xena.

As duas amantes e guerreiras arrumam os seus pertences, se despedem de Lila e voltam a viajar em busca da aniquilação da injustiça e a preservação do amor.
Quando elas saem de casa, Gabrielle toma posse do chakram e se refere à Xena dizendo:
- Acho que isso é seu, cuidei dele como se fosse meu.
- Oh Gaby, muito obrigado.

Xena toma posse de seu chakram novamente e coloca-o preso em seu cinto.
No caminho; Xena e Gabrielle se deparam com uma devastação ainda maior em todos os lugares. Vilas e casas destruídas, templos em ruínas, tudo queimado... Algumas casas ainda em chamas. Confusas e perplexas com a tétrica visão faz-se o silencio tomar conta, mas então, Gabrielle quebra o tão moribundo silencio dizendo:
- Xena, o que está acontecendo?
- Eu não sei Gabrielle, mas seja lá o que for enfrentaremos.

Mais adiante pelo caminho, Xena e sua amada se deparam com um enorme grupo de guerreiros que saqueavam andarilhos, vilas, camponeses viajantes e qualquer outra pessoa se aproveitando da situação em que o mundo estava.
Xena então diz a Gabrielle:
- Sabe Gaby, eles nunca vão aprender, odeio saqueadores.
Xena dá o seu grito de guerra sacando o seu chakram, Gabrielle saca os seus sais já em posição de ataque e de repente, ouvi-se um enorme trovão vindo dos céus e um clarão intenso toma conta do local cegando todos os guerreiros e fazendo-os cair no chão completamente cegos exceto Xena e Gabrielle.

Curiosa para saber o que havia acontecido, Xena exclama em alto e bom som:
- Já chega; eu não preciso da ajuda de nenhum deus para lutar as minhas batalhas, me diga quem é você e o que quer agora.

Um silencio ensurdecedor paira no local até que permeada em uma luz forte, de repente uma silhueta masculina vai tomando forma diante de Xena e Gabrielle até que a figura toma a sua forma por completo e surge diante delas um garoto de pele muito branca que parecia até ser alva, seus cabelos eram negros e seguiam em comprimento até o meio de suas costas. O garoto vestia uma camisa branca de mangas compridas, por cima; um longo sobretudo preto, calças e sapatos pretos onde o mesmo se refere à Xena dizendo:
- Olá Xena.
- Quem é você?
- Eu sou aquele que lhe agarrou firme e lhe tirou da escuridão dos mortos.
- E por que fez isso?
- Porque Deus quis assim.
- Que “Deus”? Afrodite? Já sei – Xena franze um sobrancelha e continua:
- Ares...!
- Não Xena, o único Deus. O deus dos Israelitas, o deus e Eli. Aquele que é bom e justo. O criador dos céus e da terra e de tudo o que há n’ela.
- Me diga seu nome e o que o seu deus quer. Porque está nos ajudando?
O garoto sorri calmamente e responde:
- Eu me chamo Amandriel e eu sou um serafim de Deus, ele me ordenou para que eu fosse até os confins da escuridão e lhe devolvesse à vida por que o meu pai tem trabalho para você Xena. Precisamos da sua ajuda, o mundo ainda precisa de você.

Continua no próximo capítulo...

Oi pessoal, essa fanfic ainda não terminou como visto, mas eu só irei postá-la aqui no site se vocês quiserem realmente continuar lendo, deixem nos comentários do site ou me enviem por e-mail se desejam continuar a leitura.
E aí? Que trabalho é esse que o próprio Deus quer com Xena e Gabrielle e o que está realmente acontecendo com o mundo?
Isso vocês só saberão na continuação da fanfic.
Muito obrigado pela atenção. Um abraço e um beijo a todos os leitores (as).

Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Adorei a fic, o reencontro, e fiquei curiosa com esse plano divino para a Xena, aguardo continuação!

    ResponderExcluir
  2. Adorei a fic, o reencontro, e fiquei curiosa com esse plano divino para a Xena, aguardo continuação!

    ResponderExcluir
  3. Por favor continua com a fanfic porque é ótima a sensação de que não acabou e que elas ainda passariam por muitas coisas juntas ...

    ResponderExcluir